sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Sarney é transferido para UTI


Senador apresentou quadro de febre e tremores.
Ex-presidente deu entrada no Hospital Sírio-Libanês na quarta-feira (31).


O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) (Foto: Antônio Cruz/ABr)Senador José Sarney (PMDB-AP) segue internado
em São Paulo. (Foto: Antônio Cruz/ABr)
O senador José Sarney (PMDB-AP), de 83 anos, foi transferido para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Sírio-Libanês na noite desta quinta-feira (1º), informou a equipe médica que vem cuidando do ex-presidente.
De acordo com boletim médico divulgado pelo hospital, Sarney apresentou "quadro de febre acompanhado de tremores" e foi submetido a exames laboratoriais e de imagem. Ainda segundo o boletim, "as tomografias de encéfalo, seios da face e abdome demonstraram derrame pleural bilateral, infiltrado intersticial e uma nova opacificação da base do pulmão direito". Com base nos resultados, os médicos decidiram transferir o senador.
Nesta quinta, o filho do senador, José Sarney filho, disse que o ex-presidente está com dengue. Ele explicou que o exame realizado pelo Sírio-Libanês, em São Paulo, deu positivo. "Ele está muito abatido e só deixará o hospital quando estiver bem", afirmou Sarney Filho.
O boletim médico divulgado pelo Hospital Sírio-Libanês não informa que o senador tem dengue.(Leia a íntegra do boletim no final do texto).
De acordo com o pneumologista Clystenes Odyr Soares Silva, professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), o derrame pleural é um acúmulo de líquido no espaço entre as membranas que envolvem o pulmão, chamadas pleuras. Silva explica que a pleura tem duas faces: uma aderida ao pulmão e outra aderida às costelas. O espaço entre elas é onde pode ocorrer esse acúmulo de líquido.
“Esse quadro pode estar associado a vários fatores. Em alguns casos, pode ser uma simples reação a um processo infeccioso”, diz. Ele observa que o derrame pleural nada tem a ver do que o acidente vascular cerebral (AVC), popularmente chamado de derrame.
O senador já recebia atendimento no Maranhão e foi internado em São Paulo na quarta-feira (31). Segundo boletim médico divulgado naquele dia, seu estado de saúde era estável. Ele daria prosseguimento em São Paulo à tratamento iniciado no Hospital UDI, de São Luís .

Boletim médico anterior, divulgado na terça (30), informou que o senador havia apresentado melhora clínica após dois dias de internação. De acordo com a assessoria de imprensa de Sarney, ele foi levado ao Hospital UDI após sentir-se mal durante o casamento de uma neta. Os assessores informaram que o próprio Sarney, “por precaução”, optou por ficar no local, onde fez exame de sangue e um raio-X .
No ano passado,  Sarney ficou internado em São Paulo por risco de infarto. Na ocasião, fez exames que detectaram o entupimento de uma artéria, e foi submetido a um cateterismo, seguido de uma angioplastia.

O primeiro boletim médico divulgado no domingo (28) informou que exames iniciais laboratoriais, clínicos e de imagem não apontaram “alterações significativas” na saúde do parlamentar.

No entanto, novo boletim divulgado na manhã de segunda-feira (29) informou que o político permaneceria "internado até a sua completa recuperação" e que havia sido detectado "processo de infecção pulmonar agudo".

Em maio deste ano, Sarney foi levado para o Instituto de Cardiologia do Distrito Federal após sentir dores no peito. Ele foi liberado pela equipe médica logo após passar por exames.
Sarney, que foi presidente do Senado e presidente da República, completou 83 anos em abril deste ano.
Boletim Médico - 01/08/2013 - 22h45
No início da noite de hoje (01/08/2013), o paciente José Sarney apresentou quadro de febre acompanhado de tremores. Submeteu-se a exames laboratoriais e de imagem. As tomografias de encéfalo, seios da face e abdome demonstraram derrame pleural bilateral, infiltrado intersticial e uma nova opacificação da base do pulmão direito. Por conta dos novos achados, clínicos e laboratoriais, a equipe médica optou pela transferência do paciente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O paciente está sendo atendido pelas equipes dos Profs. Drs. David Uip, Roberto Kalil e Carlos Gama
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quinta-feira, 1 de agosto de 2013

A CORRUPÇÃO NO BRASIL TAMBÉM É BANCADA POR NÓS!







Estamos novamente em meio a um turbilhão de escândalos públicos, o que tem sido uma situação constante desde a época em que éramos uma simples colônia. Como diz o adágio popular vivemos na “casa da mãe Joana”.

No entanto, a questão da corrupção no Brasil é muito mais profunda. Acredito que apenas uma pequena parte dos casos seja descoberta e venha a público. Imagino que grande parcela fique escondida nas entranhas públicas. Temos a corrupção política, a corrupção de servidores e de cidadãos desonestos. A corrupção sempre tem dois lados, um corrompendo e outro sendo corrompido.

É nítido que a máquina pública está comprometida. Desde criança escutamos falar sobre a tal da corrupção, agora vemos, todo dia, ao vivo e a cores na TV.

Na esfera política houve e há muito apadrinhamento para se obter a dita governabilidade. Não importa os interesses da sociedade, desde que os interesses pessoais e partidários sejam atendidos, com isso vem a briga pela distribuição de cargos públicos, comissionamentos e outras benesses. Isto ocorre em todos os níveis de governo (municipal, estadual e federal), afinal é preciso acomodar todos os camaradas.

O exemplo mais recente da corrupção política em nosso país é o escândalo do mensalão, que teve início em 2005 (sete anos atrás!) e somente agora está tendo um desfecho.

No âmbito administrativo temos um carnaval de queixas, denúncia e escândalos. Somente para citar alguns exemplos: a indústria de multas de trânsito em diversas cidades, desvio de verbas através de falsas ONGs, fiscais corruptos, licitações fraudulentas, entre tantas outras situações que podem preencher um livro.
Se pararmos para pensar, no final das contas, mesmo que inconscientemente, somos nós que financiamos toda essa corrupção. Os corruptos visam o dinheiro público, que em última análise é o seu dinheiro e o meu dinheiro, que disponibilizamos para a manutenção da sociedade.

Na medida em que os recursos destinados a financiar hospitais, escolas, saneamento básico e outras necessidades primárias são desviados, debaixo de nossos narizes, e não tomamos qualquer atitude, também temos nossa parcela de culpa, por uma simples questão de omissão.

Todo mês a arrecadação tributária bate recordes, o governo encosta os contribuintes na parede e suga a maior parcela dos seus recursos e tudo isso para quê? Para vermos que o nosso dinheiro está sendo desviado, utilizado para manter um gigantesco cabide de empregos, manter o inchaço da máquina pública ou aplicado em obras fúteis, enfim, uma grande parcela escoando pelo ralo.
A cada dois reais desviados ou desperdiçados é um litro de leite que está sendo tirado das crianças esfomeadas deste país!

Ao longo dos anos fomos vencidos pelo cansaço, nos tornamos um povo apático a tudo isto. Somos pacíficos, mas não precisamos ser omissos. Em outros países por questões muito menores o povo sai às ruas protestando e cobrando os seus direitos. Temos que limpar a administração dos maus políticos e servidores públicos que mancham nossa imagem, afinal carregamos a pecha de sermos uma sociedade corrupta.

Falta-nos esse poder de mobilização e indignação, afinal quem manda neste país é o povo brasileiro, sua vontade é soberana e cabe aos ocupantes dos cargos públicos nos representar e, sobretudo, nos respeitar.
A situação pode, sim, ser mudada. Desde que você e eu nos manifestemos abertamente, pois nossa manifestação, quando multiplicada, gerará a necessária mudança da opinião pública sobre o assunto. Sinta-se à vontade para utilizar ou compartilhar este artigo com seus amigos e colegas, e peça-os para manifestarem também em blogs, twitters e outros meios, enviando cópia para deputados, senadores e outras autoridades.

por:Mauricio Alvarez da Silva*

SP: PROJETO PROPÕE SALÁRIO DE VEREADOR IGUAL AO DE PROFESSOR


O vereador Fernando Frederico de Almeida Júnior (PMDB), do município de Jaú (a 296 km de São Paulo) tenta, pela segunda vez, a aprovação de um Projeto de Lei que equipara o salário de vereadores aos de professores de educação infantil da rede pública municipal. Em março deste ano, o valor recebido pelos vereadores da Câmara da cidade passou de R$ 4.315,83 para R$ 4.608,01. Caso o projeto seja aprovado, os políticos passarão a receber em torno de R$ 1.700,00, segundo o idealizador da proposta.

"O projeto propõe o estabelecimento de um teto para os subsídios dos vereadores. Esse teto seria a média aritmética entre o menor e o maior salário previsto para o professor de educação infantil do município", explica Almeida Júnior que também é mestre em direito e doutor em educação. Para ele, o objetivo da emenda à Lei Orgânica do município (normas que regem a cidade) é dar uma atenção maior aos professores e abrir precedentes para que outros municípios adotem medidas semelhantes. "A médio prazo, isso implicaria em forçar os vereadores a pensar antes de decidirem aumentar os próprios subsídios. Afinal, antes disso teriam que brigar junto ao poder executivo para aumentar o salário dos professores", acrescenta o vereador.

Quando questionado sobre o porquê da equiparação salarial ser igual a de professores de educação infantil, Almeida Júnior explica que foi o melhor parâmetro encontrado para estabelecer o teto, uma vez que estes recebem um salário físico e os demais professores recebem de acordo com a quantidade de horas que trabalham. "O professor vem sendo muito desvalorizado e já passou da hora de darmos atenção para eles. Tivemos uma década contra o autoritarismo e depois disso tivemos uma década contra a inflação. Agora estamos em uma década contra a pobreza extrema. Já passou da hora de termos um tempo dedicado à melhoria e valorização da educação", ressalta.

EX-FUZILEIRO NAVAL COMANDAVA QUADRILHA DE ROUBO A BANCOS


Um ex-fuzileiro naval comandava a quadrilha que vinha praticando ataques contra bancos no Interior do Estado. Ele e mais sete pessoas - entre elas, uma mulher - permanecem detidos na Delegacia de Roubos e Furtos (DRF), nesta Capital, depois de terem sido capturados durante um cerco policial na localidade de Boa-Fé, na zona rural do Município de Redenção (67Km de Fortaleza), na tarde da última terça-feira.

O ex-militar foi identificado como Bruno Rafael Vasconcelos, 23. Além dele, também estão presas as seguintes pessoas, Francisco Naílson de Sousa, 24; Francisca Nayane Ribeiro Idalino, 24; José Alberto Vasconcelos, 31; Luís Evilázio da Silva farias, 18; Francisco Cláudio da Silva Oliveira, 40; Francisco Edileudo da Silva farias, 29; e Naquiel Wendell Idalino Braga, 18.

Armas

O cerco aos criminosos mobilizou equipes do Comando Tático Motorizado (Cotam), do Comando do Policiamento Metropolitano (CPM), e do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE), em apoio aos efetivos da 2ª Companhia do 4º BPM (Baturité) e do Comando do Policiamento do Interior (CPI).


O delegado Romério Almeida, da DRF, mostrou o arsenal da quadrilha ao secretário da Segurança Pública, Francisco Bezerra; ao comandante da PM, coronel PM Werisleik Matias; e ao delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Dantas Fotos: Fernando Ribeiro

Além da prisão dos oito suspeitos, a Polícia apreendeu parte do arsenal do bando, que era composta por um fuzil de calibre 7.62; três escopetas (calibre 12), três carabinas (calibre 38), quatro revólveres 38, uma pistola de calibre Ponto 40, além de muita munição de reserva, cordões detonadores de explosivos, drogas, roupas camufladas e capuzes usados nos ataques a bancos.


Na noite de terça-feira, o grupo chegou a Fortaleza sob forte escolta policial e foi conduzido à DRF, onde acabou sendo autuado, em flagrante, pelos crimes de roubo, formação de quadrilha, porte ilegal de armas, tráfico de drogas, entre outros delitos previstos no Código Penal.

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social, Francisco José Bezerra; o comandante-geral da PM, coronel Werisleik Ponte Matias; e o delegado-geral da Polícia Civil, Luiz Carlos Dantas, compareceram à DRF onde ouviram os acusados.

Esclarecimento

O Comando do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) esclareceu, ontem, que durante o ataque da quadrilha na cidade de Baturité os policiais daquela unidade não foram rendidos pelos ladrões, ao contrário do que foi publicado. Ainda segundo o Comando, os PMs do BPRE tiveram participação ativa nas buscas e prisão dos ladrões. 

A PEDRA, O GRÃO, O PÓ... E A VENTANIA




Tudo, mas tudo mesmo, pode ser resumido nestes três elementos: pedra, grão e pó. E a ventania levando o pó para dizer que a pedra, por maior rochedo que tivesse sido, de repente pouca valia terá no destino.

A pedra representa a força, o poder, a dureza, a firmeza. A pedra é sólida, segura, forte. Do mesmo modo é o ser humano nas suas normais capacidades de existência. Tão firme que parece inquebrantável.

O grão, ou a pedra que é quebrada ou partida em pedaços menores, representa a fragilidade, a fraqueza, a inconsistência, a desestabilidade. O grão, fruto daquilo que já foi rochedo, demonstra bem a validade daquela famosa frase: Tudo que é sólido se desmancha no ar.

Igualmente a pedra, de repente o ser humano começa a se fragilizar, a perder sua força e potência, a sentir diminuída sua solidez, para se transformar apenas em pedaços dentro de um mesmo ser. Passa a sentir mais de perto o coração, a mente, o organismo.


O pó, a poeira ou a partícula, representa o resto do resto do resto. O grão, com o passar do tempo, vai se consumindo de tal modo que logo começa a se esfacelar, a perder o resto de suas forças, a não ter forças para manter sobre si aquilo que lhe permite existir. E então será apenas pó.

O ser humano caminha pelo mesmo percurso, eis que possui esse mesmo destino da pedra ao pó. A frase bíblica deixa induvidoso: Tu és pó e ao pó há de retornar. O rochedo, a pedra intacta, nada mais é que um acúmulo de pó sedimentado. Bem assim o homem, um acúmulo de grãos que se diluirão.

O homem é pedra, é forte, é impávido, e tudo suporta nesta condição. Mas o tempo vai corroendo o rochedo, a idade vai desabando a rocha, e não demora muito para que uma junção de pedras frágeis tome o seu corpo. E a corrosão da pedra leva ao desgaste de tudo, até que o que resta do corpo se transforme em pó.

O pó, pois, é a metáfora de muito que há na vida: o resto, o nada, o adeus, a fragilidade absoluta, a partida, o voo forçado, a despedida, a morte, a submissão ao querer daquilo que nenhum valor havia sido dado noutros tempos, quando ainda era rochedo: a ventania.

A ventania, neste percurso da pedra ao grão, passa a significar a força oculta, a energia do relegado, o que se manteve em silêncio até o momento do grito. A pedra pouca importância dava à sua existência, mas ela, a ventania, continuava passando e sentindo sua aspereza.

A pedra, certamente por se achar indestrutível, nem percebia que a ventania levava minúsculos grãos toda vez que por ali passava. Ao ser quebrada, repartida, fragilizada, sentiu que a ventania se transformava em poeira depois de cada passagem. E  que o tempo se encarregaria de entregar ao seu sopro aquilo que restou de cada grão.

Urge indagar: quem é mais forte, quem tem mais poder, quem é mais consistente, será o rochedo ou a ventania? Ou de outra forma perguntar: a pedra bruta não é infinitamente mais presente e poderosa que o vento? Alguém poderia dizer que a pedra possui existência, enquanto a ventania é apenas aparentemente percebida.


Neste caso, logicamente que a pedra seria muito mais forte e poderosa que qualquer ventania ou vendaval. Ainda que a força do vento chegue destruidora e vá arrastando a pedra para longe, ainda assim esta terá a mesma força e aparência onde for deixada.

Contudo, ouso afirmar que as forças e as fragilidades são iguais. Nem a pedra supera a ventania nem a ventania se sobrepõe ao rochedo. E é muito simples explicar. A ventania some no horizonte e num caminho que não haverá mais volta, e levando consigo o último pó daquilo que um dia foi rochedo.

E ali também o pó do homem. Não aquele que jaz sob a terra, assim transformado de seu rochedo, mas como metáfora de sua extrema fragilidade, de sua força de pluma em meio a todas as forças. Principalmente as forças do tempo, da idade, dos limites da vida.

E também o frágil peso do ser diante da Criação. Pois tudo infinitamente pó. Tudo eternamente na poeira do que passou. E tudo passa, tudo se transforma, do tudo ao nada.

Por: Rangel Alves

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