segunda-feira, 7 de julho de 2014

Depois de 20 anos, volta ao Senado projeto que regulamenta funcionamento de farmácias



Pelo projeto, farmácias deverão ter farmacêutico presente em todo o horário de funcionamento

Apresentado originalmente em 1993, voltará ao Senado, após aprovação nesta semana pela Câmara dos Deputados, projeto que regulamenta o funcionamento das farmácias (PLS 41/1993). O novo texto - um substitutivo do deputado Ivan Valente (PSOL-SP) à proposta original da ex-senadora Marluce Pinto - determina a presença permanente de um farmacêutico no estabelecimento e estabelece regras sobre localização e conservação de produtos como vacinas.

- O objetivo é oferecer ao cidadão brasileiro o direito de chegar a um estabelecimento que presta assistência farmacêutica e de saúde e poder ser atendido por um profissional habilitado, em um país em que a maior causa de intoxicação é pelo uso inadequado de medicamentos. A presença do farmacêutico durante todo o funcionamento da farmácia é essencial para garantir essa assistência - disse Ivan Valente.

Atualmente, a Lei 5.991/1973 exige a presença de "técnico responsável inscrito no Conselho Regional de Farmácia", durante todo o horário de funcionamento do estabelecimento. Além disso, admite a substituição por "prático de farmácia" ou "oficial de farmácia", em localidades onde falte o profissional exigido.
A exigência expressa de um farmacêutico chegou a ser incluída no ano passado, pelo Congresso, no texto da MP 615/2013, mas acabou vetada pela presidente Dilma Rousseff.

Classificação

O texto aprovado na Câmara classifica a farmácia, segundo sua natureza, em farmácia sem manipulação ou drogaria; e farmácia com manipulação. Estas últimas poderão manipular medicamentos e produtos magistrais (nos quais o farmacêutico segue uma fórmula prescrita pelo médico) e oficinais (cuja formulação consta em enciclopédia farmacêutica), insumos farmacêuticos e correlatos, compreendendo os de atendimento privativo de unidade hospitalar.

Além da presença do farmacêutico, as farmácias de qualquer natureza deverão ter localização adequada sob o aspecto sanitário, dispor de equipamentos necessários à conservação adequada de imunobiológicos (vacinas, por exemplo) e outros equipamentos exigidos pela vigilância sanitária.

As mesmas exigências valerão para as farmácias instaladas em unidades hospitalares e de uso exclusivo de seus usuários.

Ex-atacante foi vítima de uma insuficiência renal

Assis com a camisa do Fluminense: clube perde um dos seus maiores ídolos - Valterci Martins / Agência O Globo

Assis com a camisa do Fluminense: clube perde um dos seus maiores ídolos Foto: Valterci Martins / Agência O Globo

CURITIBA — Um dos maiores ídolos da história do Fluminense, Assis morreu por volta das 5h30m deste domingo, vítima de uma insuficiência renal. O ex-atacante, que tinha 61 anos, se sentiu mal na semana passada e foi internado, mas a situação piorou quando ele contraiu uma bactéria. Assis será velado a partir das 15h deste domingo na Unilutus, em Curitiba. O enterro vai acontecer na segunda-feira, às 17h, no cemitério Água Verde, na capital paranaense. Em menos de dois meses, é o segundo ídolo que o Fluminense perde: no fim de maio, Washington, que formou dupla de ataque com Assis, morreu vítima de uma doença degenerativa.

O Fluminense decretou luto oficial de sete dias e vai celebrar uma missa de sétimo dia, em dia e local ainda não divulgados. Assim como Romerito, outro ídolo tricolor, Assis trabalhava como embaixador do clube e participava de diversos eventos relacionados ao Fluminense. O presidente do clube, Peter Siemsen, afirmou que Assis sempre representou o Fluminense “muito bem”.

— Por vários motivos, recebi essa notícia com muito pesar. Ele é o maior ídolo da minha geração. Era uma pessoa maravilhosa, nossa convivência era muito próxima, e ele ajudou a manter essa marca do Fluminense, de um clube sólido e simpático — disse ao GLOBO.
Assis jogou pelo Fluminense entre 1983 e 1987 e conquistou o Campeonato Brasileiro de 1984, além do tricampeonato carioca entre 1983 e 1985. Em 1983 e 1984, marcou os gols que decidiram os títulos contra o Flamengo e, por isso, ficou conhecido como ‘Carrasco do Flamengo’. Ao lado de Washington, Assis formou a dupla que ficou conhecida como ‘Casal 20’.

CARREIRA

Assis nasceu em São Paulo e começou a carreira no interior paulista, no início dos anos 1970. Depois de passar por alguns clubes pequenos, chegou ao São Paulo em 1980. Após dois anos no clube, seguiu para o Internacional, por onde atuou mais dois anos. Depois de uma passagem de destaque no Atlético-PR, chegou ao Fluminense em 1983. Com a camisa tricolor, ele disputou 179 jogos e marcou 55 gols antes de voltar ao Atlético-PR. Passou por outros clubes antes de voltar ao clube paranaense, por onde encerrou a carreira, em 1992. Assis disputou duas partidas pela seleção brasileira, em amistosos contra a Inglaterra e o Uruguai, em 1984. Depois de trabalhar como auxiliar-técnico e coordenador das categorias de base, ele atualmente exercia o cargo de embaixador do Fluminense.


sábado, 5 de julho de 2014

Neymar vai deixar a Granja Comary e seguir para o Guarujá


Família quer que jogador repouse e se livre do estresse

TERESÓPOLIS - Neymar vai deixar a Granja Comary neste sábado e seguir para o Guarujá, litoral de São Paulo, onde tem casa. O jogador queria ficar concentrado com a seleção, apesar de cortado da Copa do Mundo por causa da fratura da 3ª vértebra da região lombar. Mas a família quer que ele fique em repouso absoluto, inclusive para se livrar do estresse.

É aguardada para qualquer momento a saída de Neymar do centro de treinamento da seleção, em Teresópolis. Pouco antes de 12h30m, no início da tarde, um helicóptero da Unimed pousou na Granja. Será na aeronave que Neymar será transferido para o litoral paulista, ainda hoje. Uma hora depois outro helicóptero, com o presidente da CBF, José Maria Marin, também aterrissou na Granja Comary.

Neymar foi vítima de uma entrada violenta do lateral-direito colombiano Zúñiga, no final do jogo em que o Brasil derrotou a Colômbia por 2 a 1, no Castelão, em Fortaleza, e se classificou à semifinal contra a Alemanha. O camisa 10 do Brasil sofreu a fratura depois de ser atingido por uma joelhada nas costas, aos 41 minutos do 2º tempo. O árbitro espanhol Carlos Velasco Carballo sequer marcou falta na jogada em que o lateral-direito Zúñiga atingiu o brasileiro.

Em entrevista coletiva na manhã desta sábado, a Fifa informou que seu comitê disciplinar está analisando o lance em imagens de TV e só ao longo do dia dará um posicionamento sobre possível punição a Zúñiga. O lateral colombiano defendeu-se depois do jogo e explicou que não teve maldade na jogada.
— Para mim, foi um lance normal - disse o jogador, que é companheiro de Henrique, zagueiro reserva do Brasil, no Napoli, e cometeu apenas quatro faltas nos quatro jogos em que atuou na Copa do Mundo.

FRATURA É UMA DAS QUE CAUSAM MAIS DOR
Neymar sentiu muita dor após ser atingido. Ele saiu de campo chorando copiosamente. Na noite passada, a CBF autorizou o pai do jogador a dormir com ele no alojamento do CT em Teresópolis. E também pela manhã Neymar acordou reclamando de dor.

Apesar do sofrimento de momento e de deixar o camisa 10 da seleção brasileira fora da Copa do Mundo, a fratura não deve ter maiores implicações na carreira e na vida de Neymar. De acordo com especialistas ouvidos pelo GLOBO, o maior problema de fissuras nessas vértebras é a dor excruciante.

— Não é nada muito preocupante ou que comprometa a carreira de um jovem atleta como ele, é um traumatismo de menor grau, que não compromete a estabilidade e a integridade dos nervos e da coluna. O problema é que essa fratura de vértebra dói muito — disse o cirurgião ortopedista do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), Renato Teixeira (leia outros depoimentos de médicos).

SOLIDARIEDADE E REPERCUSSÃO


A notícia da fratura e do corte de Neymar causou comoção mundial. No Twitter, Pelé disse que o fato "dói no coração". A presidente Dilma, também nas redes sociais, se manifestou em apoio ao craque. E depois enviou carta à seleção chamando Neymar de "grande guerreiro". Atletas e ex-atletas, como Romário, também se manifestaram com pesar pelo ocorrido e desejando força a Neymar. Os colegas de seleção brasileira reagiram com espanto e decepção ao saberem da notícia. David Luiz quase chorou. Júlio César falou em "uma tristeza enorme". Na chegada ao hospital, em Fortaleza,torcedores gritavam o nome do craque. Jornais do mundo inteiro trataram com grande destaque o assunto. Até na Argentina a hashtag #FuerzaNeymar esteve nos Trending Topics.


PORTO ALEGRE e FLORIANÓPOLIS – Mais de 10 mil pessoas no Rio Grande do Sul e de 42 mil pessoas em Santa Catarina estão fora de suas casas devido à chuva que assola a região há cinco dias. Apesar da trégua desta segunda-feira, 59 cidades gaúchas foram atingidas pelas enxurradas, segundo a Defesa Civil do estado.

 Em Santa Catarina, as chuvas deixaram cerca de quatro mil desabrigados no estado entre quarta-feira da semana passada e este domingo, segundo a Defesa Civil catarinense. São 41 municípios afetados pelas fortes precipitações dos últimos dias — 18 em situação de emergência. Casas foram arrastadas e danificadas pela enxurrada. Os prejuízos também atingiram a agricultura e a infraestrutura, com desmoronamento de rodovias, encostas, e desabastecimento de água e energia elétrica.

O governo gaúcho convocou uma reunião de emergência para esta manhã, no Palácio Piratini, com todas as secretarias e órgão estaduais que estão agindo na recuperação dos municípios atingidos por enchentes e no auxílio às comunidades. Além da ajuda humanitária, a reunião dará seguimento a ações para a desobstrução e restauração imediata de vias, pontes e moradias. O balanço indica que 21 rodovias estão parcial ou totalmente bloqueadas devido à cheia.

A região Norte é a mais atingida no Rio Grande do Sul, especialmente na área do rio Uruguai – na divisa com Argentina e Santa Catarina. Nove cidades ingressaram com decreto de situação de emergência, enquanto outras seis informaram situação de desastre. A situação é mais dramática nas cidades de São Borja, Iraí, Porto Mauá e Porto Xavier. Nessas duas últimas cidades o serviço de balsas entre Brasil e Argentina está suspenso.

O nível do rio Uruguai começou a baixar nesta segunda-feira e a perspectiva é que essa diminuição prossiga durante a semana, mas a meteorologia prevê que a chuva volte a Rio Grande do Sul a partir da quarta-feira. Em cinco dias, foram mais de 360 milímetros de precipitação acumulados. O Uruguai chegou a estar 18 metros acima do seu nível normal.

Entraram para a lista da Defesa Civil, no boletim mais recente, as cidades de Pontão, no Norte, Sinimbu, no Vale do Rio Pardo, e Uruguaiana, na Fronteira Oeste. Um Centro de Comando da Defesa Civil foi instalado em Frederico Westphalen para orientar os prefeitos e facilitar a decretação da situação de emergência.

O Estado despachou uma carreta e um caminhão com kits de dormitório, higiene, limpeza e cestas de alimentos para a região Noroeste. Também estão sendo encaminhados materiais de ajuda humanitária para o Norte e a Fronteira Oeste. Ainda não há previsão sobre quando as famílias deslocadas poderão voltar para casa.

CHUVA INTENSA EM SC CHAMOU ATENÇÃO DA NASA
A chuvarada da última semana em Santa Catarina chamou a atenção até da agência espacial norte-americana, a Nasa. A Defesa Civil do Estado divulgou que, de acordo com a análise do satélite TRMM (Tropical Rainfall Measuring Mission), o volume de chuva em três dias (até sábado) foi superior aos 225 milímetros. O índice perdeu apenas para Scoresbysund, na Groenlândia, com 478 milímetros. A estação meteorológica automática, administrada pela Epagri/Ciram, contabilizou acumulado de 300,8 milímetros.

Os maiores volumes de chuva em Santa Catarina foram no extremo Oeste, numa região que não era atingida por enchentes desde 1983. Em São Carlos, um dos municípios mais atingidos pelas chuvas, pelo menos 90 famílias foram atingidas. Dentre estas, 40 estão alojadas em abrigos municipais e as demais na casa de parentes e amigos, de acordo com o secretário municipal de Administração, João Carlos Knorst.

— Retiramos 90 famílias do Balneário de Pratas, às margens do rio Uruguai. As casas ficaram submersas, algumas foram levadas ou ficaram com a estrutura comprometida. A rede de água e de energia estão danificadas. Acho que só para quarta ou quinta-feira, algumas famílias poderão voltar para casa — declarou o secretário, declarando que ocorreu uma grande perda com a produção de leite, aves e suínos, pois as propriedades ficaram isoladas:

— Só com estradas, pontes, ruas e calçadas se estima um prejuízo superior a R$ 1,5 milhão, e na iniciativa privada é muito mais do que isso. Nossas equipes já trabalham no levantamento das perdas — afirmou o secretário Knorst.

A Defesa Civil emitiu alerta esta manhã para a chuva, que persiste no Estado, e a possibilidade de deslizamentos, principalmente no Vale do Itajaí e na Grande Florianópolis. A presença de um ciclone extratropical entre o litoral do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina deve intensificar o vento do quadrante Sul, com rajadas de 60 quilômetros a 70 quilômetros por hora, chegando a até 100 quilômetros em áreas mais afastadas da costa.


Durante a segunda-feira o mar fica de agitado a muito agitado no litoral de Santa Catarina, com ondas de até quatro metros ao Sul de Itajaí e em áreas afastadas da costa. As atividades de pesca com pequenas e médias embarcações são “expressamente desaconselháveis” no período, segundo a Defesa Civil.

General da ditadura argentina é condenado à prisão perpétua por morte de bispo

Processo que contou com a atenção particular do Papa Francisco foi o primeiro a condenar um militar pela morte de um alto sacerdote na Argentina


O ex-general Luciano Benjamin Menendez em julgamento em Córdoba, em 2010
Foto: Natacha Pisarenko / AP-22-7-2010

BUENOS AIRES — O ex-general Luciano Menéndez, principal acusado pelo assassinato do bispo Enrique Angelelli em 1976 — durante a ditadura argentina —, foi condenado nesta sexta-feira à prisão perpétua, e ordenou-se a revogação da prisão domiciliar que ele cumpre por outros crimes contra a Humanidade, informou o tribunal.
Esta foi a primeira condenação pela morte de um sacerdote de alta hierarquia na Argentina durante o regime militar (1976-1983), e de um caso que contou com a atenção particular do Papa Francisco.

O ex-militar, 87, que já recebeu sete penas de prisão perpétua, foi acusado de ordenar o assassinato de Angelelli, bispo da província de La Rioja, que a ditadura encobriu como se tivesse se tratado de um acidente de trânsito.

A Justiça de La Rioja também condenou à prisão perpétua outro ex-militar, Luis Estrella, que, como Menéndez, "foi considerado culpado pelo homicídio do prelado", disse o juiz José Quiroga Uriburu. O Tribunal Oral Federal de La Rioja revogou as prisões domiciliares de ambos os repressores e ordenou que eles fossem enviados para uma cadeia em Bower, no estado de Córdoba.

Após o anúncio das sentenças, foram ouvidos aplausos e gritos de "Viva Angelelli!" e "Angelelli está presente!". O advogado Guillermo Diaz Martínez, querelante pela Secretaria de Direitos Humanos da Província e da Nação, havia antecipado que esta sexta-feira seria "um dia histórico não apenas para os riojanos, mas também para toda a Argentina e América Latina".

Em 4 de agosto de 1976, o bispo morreu, aos 53 anos, na capotagem do carro em que retornava de uma homenagem aos padres Gabriel Longueville (francês) e Carlos Murias (argentino), sequestrados, torturados e fuzilados duas semanas antes, em La Rioja. Ele viajava acompanhado de seu colaborador, o padre Esteban Pinto, que sobreviveu e é querelante no julgamento.


O regime atribuiu a morte a uma suposta perda de controle do motorista, e encerrou o caso. Angelelli escreveu uma carta ao Vaticano, lida no julgamento graças à contribuição do Papa Francisco, que enviou documentos secretos do Vaticano para ajudar no processo. Em um deles, as vítimas diziam que estavam "permanentemente impedidos de 

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