domingo, 16 de novembro de 2014

Regime de contratações da Petrobras é tema de audiência da CPI Mista na quarta


 A CPI Mista que investiga a Petrobras tem encontro marcado às 14h30 de quarta-feira (19), quando fará uma audiência pública para debater o regime de contratações adotado pela estatal. Um dia antes, os parlamentares se reúnem para votação de requerimentos.

A audiência será realizada a pedido do relator, deputado Marco Maia (PT-RS), que pretende discutir a organização dos processos licitatórios, os aditivos contratuais, a segurança e a transparência do sistema adotado atualmente pela empresa.

Segundo o deputado, há controvérsias teóricas sobre o procedimento licitatório simplificado adotado pela estatal, previsto no artigo 67 da Lei 9.478/97. O Tribunal de Contas da União o considera inaplicável à companhia, que entrou com mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal.

Por enquanto, a Corte considera que a Petrobras pode continuar usando o procedimento simplificado até o julgamento do mérito do mandado de segurança.
"As controvérsias e as investigações da CPMI apontam para a necessidade de esclarecimentos técnicos relativos aos problemas e as soluções possíveis para aperfeiçoamento do regime de contratação da companhia", alega Marco Maia no requerimento que deu origem à audiência.


Foram convidados o professor de Economia  da Unicamp, Luiz Gonzaga de Mello Beluzo, e o consultor em Direito Público e Regulação Carlos Ari Sundfeld. Também devem participar representantes da Petrobras, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público Federal (MPF).

Primeiro livro autorizado por Roberto Carlos traz fotos pouco conhecidas

Obra revive a trajetória de um dos artistas mais bem-sucedidos da história brasileira


“Não é uma biografia”, antecipou o próprio Roberto Carlos, durante a coletiva de imprensa sobre o lançamento do livro fotográfico que leva seu primeiro nome. Com quase 400 páginas, o recém-lançado Roberto traz centenas de imagens do compositor, que revivem a trajetória de um dos artistas mais bem-sucedidos da história brasileira. Da infância aos dias atuais. Trata-se do primeiro e único livro autorizado e editado pelo Rei.
nosso tempo e o tempo de Roberto Carlos, que é bem diferente”, contou Carlos Ribeiro, editor e diretor do projeto.

As peculiaridades que envolvem o artista, segundo Ribeiro, não impuseram qualquer dificuldade no desenvolvimento do trabalho. Mesmo na escolha do material. “Não houve censura. Ele se mostrou flexível e aberto ao diálogo. Claro, ele preferia uma ou outra foto, mas sempre tinha a preocupação de justificar, de conversar sobre as opções, o que facilitou muito”, elogiou o editor.

Após tantos encontros, Ribeiro começou a esboçar uma nova imagem do artista que ele admirava somente de longe. “Minha maior satisfação foi vê-lo fora dessa áurea monárquica, imperial. Foi uma aula de simplicidade. Embora perfeccionista, isso nada interfere na maneira com a qual ele se dirige aos outros. Pelo contrário. Sempre muito carinhoso”, ressaltou.
Autobiografia

O lançamento atual, de forma alguma, compromete a produção da aguardada autobiografia. Durante a coletiva, Roberto voltou a afirmar que o projeto de contar a própria história segue em andamento. “Já escrevi até os meus 25 anos. Faltam mais dois terços. Ninguém vai contar a minha trajetória melhor do que eu. Muita gente pensa que vou esconder alguma coisa, mas vou escrever tudo”, garantiu.

Roberto 
Como tudo que envolve o cantor, o processo foi letárgico e detalhista. Ao todo, mais de 4 mil fotos foram pré-selecionadas, e o processo durou cerca de quatro anos. “Aprendi que há o


Depois de 15 anos de planejamento, Four Seasons inaugura, em Orlando, o maior hotel da rede

Novo empreendimento do grupo de luxo na Flórida fica dentro da Disney e tem 443 quartos e suítes

O novo Four Seasons de Orlando tem ampla área de lazer Foto: Mari Campos / Especial para O GLOBO



ORLANDO — Foram necessários 15 anos entre o primeiro vislumbre do projeto e a abertura definitiva das portas do hotel, mas já se pode dizer que Orlando tem seu Four Seasons. O grupo acaba de inaugurar oficialmente sua propriedade no complexo DisneyWorld. Instalado no luxuoso condomínio residencial Golden Oak (no qual os brasileiros estão entre os maiores compradores), o Four Seasons Orlando at Disney World Resort abriu em regime de soft opening em agosto e está de olho nos brasileiros, é claro, incluindo nossos conterrâneos em sua equipe.

Foi a própria Disney que fez a oferta para que a rede canadense trocasse seu terreno em outra área de Orlando por terras dentro de seus domínios. O maior e mais popular parque temático do planeta, que recebe mais de 18 milhões de visitantes ao ano e tem o dobro do tamanho de Manhattan, via já há algum tempo o crescimento constante do mercado de luxo no mundo (impulsionado sobretudo pelos países do Brics) sem oferecer uma opção de acomodação apropriada para o segmento.

— A parceria com a Disney vem sendo bem sucedida porque há diversas similaridades entre as duas companhias, incluindo o fato que ambas têm a mais clara ideia do que suas marcas significam — defende Scott Woroch, vice-presidente executivo de Desenvolvimentos Mundiais do Four Seasons.

O casamento vem dando certo: não são raros os dias em que o hotel opera com capacidade máxima ou perto disso, sobretudo nos fins de semana. Há diferentes ambientes para atender a públicos distintos, desde famílias com crianças, grandes grupos de amigos, a casais em escapada de fim de semana ou executivos em convenções.

Por fora, o Four Seasons lembra um dos clássicos indianos, de arquitetura sisuda e rodeado de lagos, gramados e palmeiras. Por dentro, o décor é mais discreto, incluindo arrojados lustres que mais parecem obras de arte, como o batizado de Fireworks, à entrada, em clara homenagem ao show noturno de fogos da Disney.

A maior propriedade da rede no mundo tem 443 quartos e suítes, que são os maiores de Orlando. São cerca de mil funcionários. Todos os quartos têm terraço mobiliado com vista para os mais de 110 mil m² de jardins, lagos, área de lazer e campo de golfe. De alguns dos quartos (os da categoria Fireworks View) é possível ver os parques da Disney e assistir, da varanda, à queima de fogos do Magic Kingdom.
 E é a primeira vez que um hotel da rede tem uma suíte com nove quartos acoplados, a Royal Suite.

Os quatro parques do complexo Disney (Magic Kingdom, Epcot, Animal Kingdom e Disney’s Hollywood Studios) estão a minutos do hotel e os hóspedes têm transporte gratuito, com direito a Wi-Fi a bordo e exibição das últimas animaçõesDisney, como “Frozen”. As conexões com a Disney não param aí: há um Centro de Planejamento no lobby do hotel, para os hóspedes agendarem as experiências, da reserva de tíquetes para os parques a visitas VIP sem filas para os brinquedos ou encontros com o Mickey. As compras feitas em áreas da Disney são entregues no hotel em menos de 24 horas.
Além do programa Kids for all Seasons, com recreação diária para crianças de 4 a 12 anos sem custos extras, o hotel tem seu próprio “parque”. 

A Explorer Island conta com mais de 20 mil m² de lazer entre piscina familiar de 700 m², quadra de vôlei, cinema ao ar livre, restaurante, centro de videogame e os disputadíssimos Lazy River e Splash Zone, com dezenas de jatos d’água, muro de escalada e tobogãs. E, é claro, o hotel tem mais um cenário fixo para o tradicional café da manhã com personagens. Os pequenos podem fazer seu desjejum às quintas-feiras e aos sábados com Mickey, Minnie, Pateta e companhia no restaurante Ravello.

Para os adultos, há a opção de tomar o café da manhã à la carte no piso superior do Ravello. Quem busca sossego conta com uma piscina para maiores de 21 anos cercada de cabanas privativas — foi ali que esbarrei com Paul McCartney curtindo o sol numa tarde de outubro — além de um spa de 18 salas de tratamento, salão de beleza e um Aroma Design Bar, que permite que hóspedes criem sua própria fragrância..


Há restaurantes tipo grill no complexo de piscinas e no campo de golfe (PB+G e Plancha); o italiano aberto o dia todo ao lado do lobby (Ravello); a Lickety Split, adorável sorveteria artesanal e cafeteria gourmet que fazendo sucesso com hóspedes de todas as idades, ao lado do lobby, e o Capa, steakhouse de inspiração espanhola sob comando do chef TimDacey, no último andar da propriedade, com design do grupo Puccini, cozinha aberta e vista para os fogos do MagicKingdom. Com um belíssimo bar e aberto ao público em geral, o Capa vale a visita. Entre carnes, queijos, churros e a sangria, é difícil escolher o que é melhor.

Barroso, sobre Mensalão: ‘Juízes não são vingadores mascarados’

Ministro é o atual relator do processo no STF



BRASÍLIA - Um ano após as prisões dos mensaleiros, o ministro Luís Roberto Barroso, atual relator do processo no STF, avalia que o julgamento foi um marco contra a impunidade, mas admite que a concessão de benefícios aos condenados reforçou a sensação de impunidade. Destaca, porém, que é preciso cumprir a lei.
O julgamento do mensalão foi visto como um marco contra a impunidade. Um ano depois das prisões, é possível ratificar esse entendimento?

Sem dúvida. O sistema punitivo brasileiro reforça as desigualdades de classe que marcam a formação nacional desde sempre. O Direito Penal é duro com os pobres e manso com os ricos. É muito mais fácil punir um jovem preso com cem gramas de maconha do que um agente público ou um empresário que comete uma fraude de um milhão. Nesse sentido, é fora de dúvida que o julgamento da ação penal foi um marco contra a impunidade.

Um ano depois, pode-se dizer que o julgamento do mensalão mudou a forma como o Supremo Tribunal Federal (STF) lida com ações penais e com casos de corrupção?
Penso que sim. A verdade é que a sociedade em geral passou a ser menos tolerante com certas condutas dos agentes públicos e de empresários. E o STF tem uma tendência natural de se alinhar com o sentimento social.

 De modo que eu espero que se tenha, sim, iniciado uma fase de maior rigor com comportamentos que envolvam malversação de dinheiro público, corrupção e improbidade. Em favor do STF, é possível afirmar que poucos países do mundo foram capazes de condenar e prender o presidente do partido político que se encontrava no poder e seu ministro mais influente. Uma demonstração notável de integridade e independência.

Há a impressão de que a prisão domiciliar para parte dos condenados veio cedo, com menos de um ano de pena. Mesmo seguindo todos os trâmites legais, isso pode reforçar a sensação de impunidade?

Eu, geralmente, só aceito dar entrevista quando acho que há alguma questão relevante a ser trazida ao debate público. E essa questão está refletida na sua pergunta. O país tem um sistema punitivo definido pela legislação. Essa legislação é mais branda do que a de muitos países do mundo. Há dois pontos relevantes aqui.

 De acordo com a lei, a execução das penas se dá em três regimes: fechado, que é cumprido em penitenciárias; semiaberto, em colônias agrícolas ou industriais; e aberto, que deve ser cumprido em casa de albergado. Depois de cumprir um sexto da pena, o condenado tem o direito de progredir de um regime para o outro. O que tem acontecido entre nós? Quando o preso progride para o regime aberto, ele deve passar para uma casa de albergado. Como praticamente não existem estes estabelecimentos, a jurisprudência antiga e pacífica é que eles devem, então, passar para a prisão domiciliar.

Mas isso não reforça a sensação de impunidade?

Sem dúvida. Por essa razão, eu estou compartilhando essas informações, para que a sociedade brasileira entenda como funciona o sistema, discuta a respeito e decida se quer modificá-lo. Não há decisões politicamente fáceis nem moralmente baratas aqui. O sistema acelera a progressão de regime, dentre outras razões, porque não há vagas nele. Há um déficit de cerca de 250 mil vagas no sistema penitenciário. Para ter um sistema penal que satisfaça as demandas razoáveis da sociedade, é preciso investir recursos na construção dos estabelecimentos próprios, inclusive aumentando o número de vagas. O problema é que o dinheiro que vai para o sistema penitenciário deixa de ir para educação, saúde, saneamento, rodovias, previdência etc. Ou seja: toda sociedade acaba tendo de fazer escolhas, escolhas que por vezes são trágicas.

E como o senhor se sente diante desse sistema?

Eu cumpro a lei. A lei é que materializa essas escolhas da sociedade. Em uma democracia, não existe, de um lado, a sociedade civil, e de outro, o Estado. O Estado é o que a sociedade e os seus agentes eleitos constroem. A única coisa que um juiz não pode fazer é tratar de maneira discriminatória o condenado que a sociedade odeia. Juízes não são vingadores mascarados. Fazer justiça é aplicar a lei com imparcialidade, sem paixões, sem ódios ou espírito de vingança. É justamente quando esses sentimentos afloram na sociedade que você precisa de um juiz corajoso para fazer o que é certo. Eu tenho deveres para com a Constituição, o bem e a Justiça. O sentimento da sociedade não me é indiferente, e eu o levo em conta. Mas sirvo à Justiça, e não à opinião pública. Um juiz digno desse nome não joga para a plateia.

As penas impostas aos políticos foram, em geral, mais baixas que as impostas aos empresários e executivos. Tanto que alguns políticos já conseguiram fazer progressão de regime, e os empresários e executivos, não. Houve alguma desproporção na punição?

Isso se deveu à própria dinâmica dos fatos e ao número de delitos cometidos por cada um dos réus. Os políticos mais conhecidos foram condenados por corrupção ativa, que à época era punido com penas de um a oito anos. Alguns foram condenados por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Basicamente, uns compraram e outros venderam votos. Já quanto aos empresários, diversos deles foram condenados por uma cumulação de crimes, que incluíram peculato, corrupção ativa, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta de instituições financeiras e evasão de divisas.
Com a discussão em torno da punição de poderosos e sua ida para a prisão, foi possível observar alguma melhora na discussão da condições do sistema carcerário brasileiro?

Se há uma unanimidade no país, é que o sistema penitenciário se encontra degradado. Eu, antes de ir para o STF, propunha, como advogado, ações para discutir questões de interesse público, como uniões homoafetivas, proibição de nepotismo e direito das mulheres interromperem a gestação em certos casos. Pois bem: no momento em que a presidenta (Dilma Rousseff) indicou o meu nome, eu estava começando a estudar a propositura de ações para a reestruturação do sistema penitenciário. Como os condenados e presos em geral fazem parte de uma minoria invisível, a política majoritária não se interessa por eles. Por isso, terá de ser o Judiciário a indicar esse caminho. Acho que a AP 470 (mensalão) deu visibilidade maior a essa questão. Não houve melhora ainda. Mas já há a percepção de que esse é um tema que tem que entrar na agenda do país.

Qual a sua avaliação final de tudo o que aconteceu?
Uma coisa me chamou particular atenção neste caso. Nenhum dos condenados, em momento algum, revelou arrependimento, culpa sincera ou achou que devia desculpas ao país. A impressão que eu tenho é que todos, estranhamente, se sentem vítimas do sistema político. “Era assim antes de nós, nós jogamos o jogo como era jogado e depois de nós continuou a ser a mesma coisa”. E o que é aterrador é que talvez tenham uma certa razão. Se não mudarmos o sistema político, sobretudo para baratear o processo eleitoral, o financiamento de campanhas continuará por trás de todos os escândalos do país. Não sairemos do pântano. A centralidade do dinheiro nos roubou o idealismo e o senso de patriotismo.

O Brasil não se abala por um escândalo’, diz Dilma sobre crise na Petrobras

Na Austrália, onde participa do G20, presidente disse que seu governo é o ‘primeiro na História’ a investigar corrupção


BRISBANE - No seu primeiro pronunciamento desde a prisão espetacular de chefes de empreiteiras no escândalo de corrupção da Petrobras, a presidente Dilma Rousseff exaltou o mérito do governo de estar investigando a corrupção “pela primeira vez na História do Brasil”. E ainda culpou governos passados pela corrupção que está acontecendo hoje na empresa, afirmando que ninguém fez nada antes dela para combater.

Para a presidente, o escândalo será um marco na história do país:
- Eu acho, de fato, que isso pode mudar o país para sempre. Em que sentido? No sentido de que se vai acabar com a impunidade. Este é, para mim, a caracteristica principal desta investigação.

Vestida num terno marrom claro, respondendo tranquilamente a todas as perguntas, a presidente disse que nem ela, nem o país vão se abalar por causa disso. É parte do jogo democrático, afirmou.

- O Brasil não se abala por um escândalo - disse.
Para ela, o escândalo não vai significar o fim e nem a revisão de todos os contratados do governo com as principais empreiteiras do país, muito menos uma devassa na Petrobras:

- Não acho que nem a Petrobras, nem todas as empreiteiras… não dá para demonizar todas as empreiteiras desse país. São grandes empresas e se A, B, C ou D praticaram malfeitos, atos de corrupção, ou de corromper, pagarão por isso.
Segundo ela, é “um absurdo fazer raio-x de todas as companhias para trás" - isto é, rever todos os contratos:

- Não tem como fazer isso. Não se pode achar que todo mundo cometeu delito. Isso não ocorre. Não é assim que a Justiça age. Para achar que alguém cometeu delito tem que ter indícios. Não vou sair por aí procurando todas as empresas.

Falando logo após o encerramento da reunião de líderes das 20 maiores economias do mundo - G20 - em Brisbane, na Austrália, a presidente ainda culpou governos passados pelos escândalos de corrupção hoje na Petrobras. Depois de dizer que poderia listar uma “quantidade imensa de escândalos no Brasil que não foram levados a efeito”, ela alfinetou:

- E talvez sejam esses escândalos que não foram investigados que são responsáveis pelo que aconteceu na Petrobras.

A presidente se disse convencida que a investigação vai mudar também as relações entre sociedade, estado e empresas privadas.
- Eu acho que mudará para sempre as relações entre a sociedade, o Estado e as empresas privadas. O fato de nós, neste momento, estarmos vendo isso investigado de forma absolutamente aberta é um diferencial imenso.

A presidente garantiu ainda que os culpados serão punidos e frisou que este não é o primeiro caso de corrupção da História do Brasil - mas é o primeiro a ser investigado, o que, na sua visão, é um mérito do governo.
- Você não vai acreditar, não é, que nós tivemos (agora) o primeiro escândalo da nossa História. Nós tivemos o primeiro escândalo de nossa História investigado. Há aí uma diferença substantiva.

Dilma disse que as investigações na operação Lava Jato vão ter impacto em outros casos de corrupção:
- É uma investigação que vai necessáriamente colocar à luz todos os processo de corrupção, inclusive de uso internacional de algumas atividades. Isso ela vai.
A presidente defendeu veementemente a Petrobras.
- Não é monopólio da Petrobras ter processos de corrupção - disse, lembrando que um dos maiores casos de corrupção investigados no mundo foi da gigante de energia americana Enron, que faliu.

E partiu em defesa da honra dos funcionários da estatal brasileira, afirmando que a maiora não são corruptos:

- Nem todos, aliás, a maioria absoluta, quase, dos membros da Petrobras, não é corrupta. Agora, tem pessoas que praticaram atos de corrupção dentro da Petrobras. Mas não se pode pegar a Petrobras e condenar a empresa. O que temos que condenar são pessoas. Pessoas dos dois lados : corruptos e corruptores.
O escândalo da Petrobras, segundo a presidente, também não vai atrapalhar o seu governo ou abalar o apoio no Congresso para a reforma ministerial:
- Nas duas hipóteses, é não.

Dilma deixou claro que, dentro das pessoas cogitadas para o futuro ministério, não há ninguém que possa estar envolvido no escândalo.
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- Você há de convir que essa questão da Petrobras já tem um certo tempo. Então, nada disso é tão estranho para nós. Nós não sabíamos as pessoas concretas. Mas a investigação nós sabemos dela.

Dilma Rousseff também não se abalou com as manifestações de rua ou com alguns manifestantes pedindo impeachment ou até intervenção militar no seu governo.
- Eu não concordo com o teor das manifestações. Mas com a manifestação em si, não tenho nada contra ou a favor. O Brasil tem espaço para a manifestação que for, mesmo uma que signifique a volta do golpe (militar). Porque somos hoje, de fato, um país democrático. Um país democrático absorve e processa até propostas mais intolerantes. O Brasil tem essa capacidade de abosrver e processa.



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