domingo, 23 de abril de 2017

Morre o cantor Jerry Adriani

Ele estava internado no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, onde tratava um câncer. Cantor será enterrado no Cemitério do Caju nesta segunda

Com câncer, Jerry Adriani deixa a UTI e vai para a Semi Intensiva

Rio - O cantor Jerry Adriani, de 70 anos, morreu neste domingo, no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste da cidade, onde estava internado desde o fim de março. Ele estava em tratamento de um câncer.

Jerry Adriani deu entrada na unidade para com um quadro de trombose profunda. Após uma série de exames foi diagnosticado o câncer, patologia divulgada pela família, mas sem maiores detalhes do tipo e gravidade.


A morte gerou uma séria de mensagens nas redes sociais de solidariedade postadas por amigos, familiares e fãs, se tornando um dos assuntos mais comentados no Brasil através do Twitter. Uma das amigas que escreveu sobre a morte de Jerry Adriani foi a cantora Luciene Franco. O velório e enterro do cantor está previsto para esta segunda-feira, no Cemitério do Caju, no período da tarde.

"Senhor, dai-nos força e alento. Dai a todos que o amamos, conforto neste momento. Paz para sua alma Luz para a sua passagem . Nosso amor segue com ele. Deus esteja ao teu lado, Jerry Adriani Descanse em paz, na Sua Glória", escreveu a cantora, sucesso na década de 60.

Trajetória

Jerry Adriani nasceu Jair Alves de Souza em 29 de janeiro de 1947, no bairro do Brás, em São Paulo, nome pelo qual ficou artisticamente conhecido. Ele iniciou sua carreira profissional em 1964, com o LP Italianíssimo, mesmo ano em que gravou Credi a Me.
Um ano depois, ele estourou com Um Grande Amor, seu primeiro disco em português. Também em 1965 fez sua estreia na TV com o programa "Excelsior a Go Go", na Excelsior de São Paulo, em parceria com o comunicador Luiz Aguiar. O programa contava com grandes cantores da época, como Os Vips, Os Incríveis, Prini Lores e Cidinha Santos.

Jerry também comandou entre 1967 e 68, na TV Tupi, A Grande Parada, junto com Neyde Aparecida, Zélia Hoffmann, Betty Faria e Marilia Pera. O programa era um musical ao vivo que apresentava os grandes nomes da MPB. A partir daí, se consagrou definitivamente como um dos cantores de maior popularidade em todo o país.

O cantor e então galã também atuou no cinema, nos filmes "Essa Gatinha É Minha", ao lado de Peri Ribeiro e Anik Malvil e direção de Jece Valadão. Ganhou filmes próprios em filmes como Jerry, a Grande Parada e Jerry em Busca do Tesouro.

Em 2008 gravou um de seus últimos trabalhos, o CD e DVD Acústico ao Vivo. Entre seus grandes sucessos estão as músicas Doce, Doce Amor, Querida, Tudo que É Bom Dura Pouco e Amor Querido.

Amigo e incentivador de Raul Seixas
Jerry Adriani foi o responsável pela vinda de Raul Seixas para o Rio de Janeiro, após conhecê-lo em Salvador e se tornarem grandes amigos. Foi ele quem deu a primeira chance para "Raulzito e os Panteras", quando o cantor ainda era um desconhecido do grande público, sendo a banda de apoio de Adriani durante três anos.

”Tudo que é bom dura pouco”, “Tarde demais”, “Doce doce amor” foram algumas das músicas do Maluco Beleza gravadas pelo artista. Raul também foi produtor de Jerry Adriani entre 1969 e 1971, até iniciar sua carreira solo.

STF proíbe apreensão de veículos com débitos no território brasileiro

Apreender veículos com débitos em blitz passa a ser ilegal, determina STF.

Resultado de imagem para fotos de apreensão de veiculos

O Supremo Tribunal Federal (STF) julgou inconstitucional a decisão adotada pelos Estados de apreender bens para forçar o contribuinte a pagar impostos. A decisão atinge em cheio a prática adotada pelo Departamento Estadual de Trânsito do Piauí (Detran) que recolhe veículos nas ruas para forçar os proprietários a pagar o IPVA e as multas. “Isso é uma violência contra o cidadão”, observa o advogado Valdeci Cavalcante.

Os julgados do STF que decidiram pela inconstitucionalidade da apreensão de bens por parte do Estado para obrigar o cidadão a pagar impostos, constam nas súmulas 70, 323 e 547. O ministro Joaquim Barbosa diz que “historicamente o STF reafirma a impossibilidade de o Estado impor esse tipo de sanção ao contribuinte, como forma de coagi-lo a quitar débito”. Relata ainda que “é inadmissível a apreensão como meio coercitivo para pagamento de tributos”.

Ainda nos julgados, o ministro Marco Aurélio reafirma que a jurisprudência do STF é consolidada, no sentido de ser “inconstitucional qualquer ato que implique forçar o cidadão ao recolhimento de imposto”.

O ministro Carlos Alberto Menezes arremata, afirmando ser necessária uma repressão imediata, com relação a esse tipo de comportamento, pois o contribuinte fica totalmente descoberto.


No Piauí, cidadãos são parados nas ruas, têm seus bens (veículos) apreendidos. Caso não paguem o IPVA e multas ainda têm o veículo leiloado, numa espécie de confisco. Pior: sem direito a ser ouvido, nem mesmo com direito a ampla defesa e ao contraditório, como estabelece a Constituição Federal em vigor no país. “Nem mesmo o devido processo legal tem”, observa Valdeci Cavalcante.

terça-feira, 11 de abril de 2017

O que significa a Páscoa?


Resultado de imagem para a pascoa
 A palavra Páscoa vem do hebraico pesah que traduzida para o grego será (páscoa), que significa passagem.

A Páscoa no Primeiro ou Antigo Testamento tem a finalidade de celebrar a passagem do Senhor Deus, que libertou o povo de Israel da escravidão do  Egito. No seu aspecto histórico a Páscoa no AT é a festa que faz a memória da passagem de Deus no Egito para a libertação do povo. (Ex 12)

No aspecto agrícola anteriormente era a celebração do início da primavera, no primeiro mês da colheita da cevada, e que Israel adaptou, para a celebração da Páscoa, onde faziam pães sem fermento, conforme está em DT 16,3.

No aspecto pastoril era o sacrifício de um cordeiro cujo sangue era colocado na entrada das tendas dos pastores nômades para a proteção dos rebanhos. Israel também usou este rito para lembrar o dia em que no Egito, Israel precisou passar o sangue do cordeiro em suas portas para protegê-los da passagem do Senhor, como se encontra em Ex 12.

Quando o povo de Israel entra na terra de Canaã celebra a Páscoa em Guigal, conforme está no livro de Josué cap.5,10-11. A Páscoa que os nossos irmãos judeus realizam ainda hoje tem o sentido de fazer a memória da libertação do Povo do Egito, conforme se encontra em Dt 16,1-4 .

A Páscoa no Segundo ou Novo Testamento é a passagem da morte para a vida – é a Ressurreição de Jesus de Nazaré, que havia sido morto na cruz. É a vitória de Deus sobre tudo o que fere e mata a vida. Jesus faz a sua passagem da morte para a vida plena. 

A partir da Ressurreição de Jesus temos o convite de Deus para participar da vida eterna. Como a prisão de Jesus e sua posterior morte, ocorreram na época da celebração da Páscoa dos Judeus (cf. Mt 26,17-56; Mc 14,12-50; Lc 22,14-62 e Jo 13), a sua Ressurreição toma agora o significado de libertação da morte para a vida eterna. Está descrita nos evangelhos: Mt 28,1-8; Mc 16,1-8; Lc 24 e Jo 20.
Para nós cristãos, a Páscoa tem este significado, a Ressurreição de Jesus, a ressurreição para a vida plena, para a vida eterna, para uma nova vida de amor com Deus.

Muitas pessoas mesmo que ainda estejam vivas, enquanto não vivem no amor, na paz, na justiça e na alegria que Deus nos oferece, mas que preferem viver dominadas pelo ódio, pela mentira, pela vingança, pela injustiça e pelo desamor, estão mortas para Vida. E quando uma dessas pessoas percebe que Jesus lhes oferece uma nova vida de amor e a Ele aderem, e mudam totalmente de vida, fazem assim digamos uma ressurreição, como em Lc15,32.


Cabral roubou em todas as áreas do estado, diz procurador


RIO — O procurador da República Eduardo El Hage defendeu que as autoridades vão provar até o fim do ano que o ex-governador do Rio Sérgio Cabral "roubou em todas as áreas" do governo. Segundo ele, o esquema desmontado nesta terça-feira com a operação "Fatura Exposta" é "apenas uma perna" do "crime que se alastrou" pelo estado. Só nestas fraudes, segundo a PF, o político recebeu ao menos R$ 16,4 milhões.

A versão da Lava-Jato no Rio chegou à área da saúde pública e prendeu nesta manhã o ex-secretário Sérgio Côrtes. A ação, que revelou um dos mais profundos e duradouros golpes no setor, também levou à prisão os empresários Miguel Iskin, presidente da Oscar Iskin, e seu sócio Gustavo Estellita Cavalcanti Pessoa. A investigação se valeu da delação premiada do advogado Cesar Romero Vianna e de registros da contabilidade de propinas do operador financeiro Luiz Carlos Bezerra.

A investigação, ainda em curso, focou em fraudes de licitações de próteses e aparelhos médicos. Mesmo sem a identificação completa de partícipes e empresas envolvidas no esquema, a força-tarefa decidiu deflagrar a operação porque há contratos vigentes no estado indicativos de uma corrupção "mais do que nunca" atuante no Rio.

— O que nós sustentamos, e há quase flagrante delito, é que equipes da Oscar Iskin e da Levfort continuam em contratos com o governo, com OSs do governo e com o governo federal. Mais do que nunca, a corrupção ocorre agora. Vamos chegar aos agentes públicos envolvidos, mas isso é continuidade da investigação — explicou o procurador Rodrigo Timóteo.

O esquema, segundo os procuradores, envolvia companhias multinacionais, cujas representações no Brasil foram intimadas a prestar esclarecimentos. Os agentes suspeitam que empresas tenham formado um cartel e se revezado a ganhar licitações da Secretaria Estadual de Saúde. O esquema serviu não só para licitações do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), mas também para aparelhar unidades médicas Brasil afora por meio do Projeto Suporte. A força-tarefa vai acionar órgãos internacionais.

Em entrevista coletiva, os investigadores ressaltaram que a organização criminosa atua desde 2002, de forma mais incisiva a partir de 2007, quando Sérgio Cabral ascendeu ao governo do estado. No poder, Cabral "adotou procedimentos de direcionar licitações para o grupo de Iskin e Estellita" em troca de propina.

No esquema, Sérgio Cabral recebia 5%; Sérgio Côrtes, 2%; e Cesar Romero Vianna, 1%. Havia ainda 1% destinado a alimentar o esquema, segundo os procuradores, revertido a funcionários subornados na secretaria, e 1% voltado a alguém do Tribunal de Contas do Estado — cujos nome e função o delator não soube identificar.


Ex-secretário da Saúde, Sérgio Côrtes vai responder por corrupção, organização criminosa, lavagem de dinheiro e obstrução da Justiça. Ele foi gravado por um delator do esquema enquanto tentava combinar versões e ressaltava que partes do esquema deixaria de fora de uma eventual colaboração premiada sua.

— O colaborador decidiu passar informações de dentro da secretaria. De alguma forma, Sérgio Côrtes identificou que o esquema estava se desmantelando, procurou o colaborador e tentar embaraçar as investigações, evitar que a delação fosse completa. Já havia acordo de confidencialidade, e ele propõs que os dois combinassem versões de delação premiada — explicou El Hage, segundo quem o ex-secretário até ofereceu pagar pela defesa de Romero Vianna para dissuadi-lo a delatar.

A investigação continua. Segundo o procurador Timóteo, ainda é preciso rastrear pagamentos feitos no exterior. Miguel Iskin repatriou R$ 70 milhões depositados nas Ilhas Virgens Britânicas, o que indicou à força-tarefa que havia repasse em contas não declaradas em bancos estrangeiros. O empresário alegava que o dinheiro era fruto de comissões internacionais. Mas os agentes consideram que os recursos corroboram com a delação de Romero Vianna e evidenciam o superfaturamento nas licitações.

— Apesar da organização se utilizar de técnicas de criptografia, técnicas sofisticadas, pelo menos ele (Luiz Carlos Bezerra) fazia anotações e enviava e-mails para si próprio com toda a contabilidade (do esquema). Lá, ele discriminava a propina de cada setor do governo. É uma investigação complexa, o prejuízo pode ser bem maior — ressaltou El Hage.



Humor pastelão dos Trapalhões anima as noites de domingo da TV Globo

Há 40 anos, os irreverentes Didi, Dedé, Mussum e Zacarias estrearam seu programa, que iniciara trajetória em 1966 na TV Excelsior e era um grande sucesso na TV Tupi


O Rei e eles. Especial de fim de ano de Roberto Carlos: participação dos Trapalhões Foto: 1980 / Divulgação

As noites de domingo passaram a ficar mais engraçadas no dia 13 de março de 1977, quando o programa “Os Trapalhões” foi ao ar na TV Globo. O grupo formado por Didi, Dedé, Mussum e Zacarias, que começou na TV Excelsior em 1966 e estava fazendo sucesso na TV Tupi, fez uma lista de exigências, de três páginas, antes de aceitar a proposta de ir para a emissora, para ocupar o horário antes do “Fantástico”.

 O líder Renato Aragão, o Didi, temia perder a liberdade que tinha para ser irreverente o quanto quisesse. Para sua surpresa, o então diretor de Operações da TV Globo, José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, aceitou tudo sem questionamentos. Antes da estreia oficial, a emissora exibiu dois programas pilotos, em duas sextas-feiras, às 21h.
O programa apresentava vários quadros curtos de humor temperados com doses de pastelão, nonsense, improvisos e musicais.

 Após a estreia na Globo, o quarteto se consolidou como referência no humor nacional nos 18 anos seguintes. Para festejar os 15 anos da estreia na televisão, a trupe preparou um programa ao vivo, com duração de oito horas, em 27 de junho de 1981, um domingo. O show teve a presença de boa parte do elenco de atores da casa, além de jornalistas e músicos, tendo como linha condutora a conscientização do público em relação à pessoa deficiente.

Na edição de 17 de agosto de 1983, reportagem do GLOBO trouxe uma triste notícia: “A trapalhada agora é séria: os Trapalhões chegam ao fim”. Dedé Santana (Manfried Sant'Anna), Mussum (Antônio Carlos Bernardes) e Zacarias (Mauro Paccio Gonçalves) romperam com a empresa que cuidava dos negócios do grupo e formaram outro, sem Renato Aragão. Mas, para felicidade geral dos fãs, antes de o ano acabar, o quarteto voltou a se reunir. Didi, que estrelou sozinho o programa durante o rompimento, passou a chamar o afastamento de “férias conjugais”.

Em dezembro de 1986, os Trapalhões tinham uma das maiores audiências da TV e a maior bilheteria do cinema nacional, segundo o Memória Globo. Em comemoração aos seus 20 anos na TV, o grupo realizou outro show ao vivo, com a presença de Chico Anysio, Jô Soares e Chacrinha, visto por 45 milhões de telespectadores. Buscando atingir ainda mais o público infantil, a turma lançou, em 1987, sua nova logomarca, com rostinhos fofos.

No dia da morte de Zacarias, em 18 de março de 1990, Renato deu depoimento emocionado ao GLOBO:

- A gente estava esperando por ele para gravar. É como se eu tivesse perdido o meu filho caçula. As crianças se identificavam muito com ele porque o Zacarias era a própria criança.

O humorista, que morreu aos 56 anos, por insuficiência respiratória, havia sido internado nove dias antes, e seu corpo foi enterrado em Sete Lagoas, sua cidade natal, em Minas Gerais.

O grupo ficou ainda menor em 29 de julho de 1994, com a morte de Mussum, aos 52 anos, após passar por um transplante de coração, que lhe gerou uma infecção pulmonar e insuficiência renal. Mussum também era músico e fazia parte do conjunto Os Originais do Samba, que emplacou vários sucessos dos anos 60 ao final dos 70. Em 2016, foi iniciada a produção de um filme sobre o humorista, baseado na biografia “Mussum forévis - samba, mé e Trapalhões”, de Juliano Barreto. Com direção de Roberto Santucci, o roteiro é de de Paulo Cursino.

Com a morte de Mussum, o programa deixou de ser apresentado naquele ano, só voltando em 1995, quando Didi e Dedé passaram a realizar brincadeiras com a plateia e a receber convidados, com quem comentavam os esquetes e relembravam os melhores momentos da trupe. Em 1998, Renato lançou uma caixa de DVDs com 39 dos 47 filmes dos Trapalhões, apresentando às novas gerações alguns dos maiores campeões de bilheteria da história do cinema nacional. A estreia dos humoristas no cinema foi em "Na onda do iê iê iê", em 1966, com direção de Aurélio Teixeira, mas ainda sem Mussum e Zacarias.

Didi e Dedé estrelaram no início de 2017 “Os saltibancos Trapalhões: rumo a Hollywood”, refilmagem de um sucesso de 1981, por sua vez inspirado em "Os saltimbancos" (1977), fábula infantil adaptada para o português por Chico Buarque da peça teatral de Luis Enríquez Bacalov e Sergio Bardotti, que por sua vez haviam feito uma adaptação do clássico "Os músicos de Bremen", dos Irmãos Grimm.

Total de visualizações de página